Fumo passivo mata 7 por dia no país

Fumaça de cigarro também aumenta a probabilidade de doenças respiratórias e de alergias em crianças

Bruno Folli

Mesmo sem fumar, sete brasileiros morrem todos os dias por doenças relacionadas ao cigarro. São os fumantes passivos: pessoas que se tornam ameaçadas simplesmente por convivem com tabagistas. "O risco de doenças cardiovasculares é 25% maior nos fumantes passivos", afirma Gustavo Prado, pneumologista do Instituto do Câncer.


Ele cita um alerta já bastante divulgado pelos próprios maços de cigarros: "Não há nível seguro de exposição a essa substância". Em outras palavras, isso significa que, mesmo em ambientes com ampla ventilação ou com sistemas de exaustão, a fumaça do cigarro pode agravar o risco de uma série de doenças.


"Ela é perigosa especialmente para crianças, porque agrava o risco de doenças respiratórias e alergias", comenta. Um filho de fumante, se muito exposto à fumaça do cigarro, corre mais risco de ter asma e rinite. "Além disso, a exposição ao cigarro é cumulativa", acrescenta.


Um fumante passivo tem 30% mais risco de desenvolver câncer de pulmões no decorrer da vida. E não há janela aberta que vá reduzir esse perigo. "A única forma segura de prevenção contra o cigarro é não ter exposição nenhuma a fumaça".


Parentes e amigos de fumantes podem se tornar importantes aliados no combate ao tabagismo. Eles podem incentivar o fumante a combater o vício, apoiando ele com dicas preciosas. Para isso, é importante conhecer os tratamentos atuais contra o cigarro. Para largar o vício, o fumante deve mudar uma parte significativa de seu estilo de vida. É importante fazer exercícios com regularidade. Jogue fora tudo que
lembro o cigarro, como isqueiros, fósforos e cinzeiros. Coma palitos de cenoura para saciar a fome e enganar a vontade de fumar. Procure apoio psicológico. Em alguns casos, pode ser preciso usar medicamentos.


Fonte: Jornal Diário de S.Paulo